Por: Rafaela Lohana

Naomi Ackie caracterizada como Whitney Houston / Imagem: Reprodução
O filme sobre a trajetória da artista chegou aos cinemas em 12 de janeiro, e desde antes do seu lançamento tem causado várias balbúrdias. E isso devido a interpretação de Naomi Ackie que tem surpreendido por praticamente “ressuscitar” a Whitney. Sendo que elas não são nem parecidas fisicamente.
A diva do R&B encantou o mundo por 3 décadas, teve mais 200 milhões de cópias dos seus álbuns e ainda é referência para outras cantoras desse tempo. Ariana Grande em entrevista para a Billboard disse: “Whitney ocupa um lugar tão especial em meu coração. Ela me inspirou a começar a cantar desde pequena”. Beyoncé, Lady Gaga e Jennifer Hudson também já mencionaram a relevância da cantora em suas trajetórias.
O fato é que em ‘I Wanna Dance With Somebody – a história de Whitney Houston’ a estrela é explorada dentro das produções de seus maiores hits. O filme dirigido pela cineasta Kasi Lemmons traz traços de glória! Uma mulher negra que alcança espaços inimagináveis.
Entretanto, Whitney seria capaz de emplacar muitos recordes, se não fosse a cobrança pelo comportamento de ser uma mulher negra. O romance com sua melhor amiga e diretora criativa quase ficou de fora da cinebiografia, mesmo num mundo tão diverso, foi necessário uma insistência da diretora para com a família, para que aprovassem as cenas do beijo romântico entre Whitney e Robin Crawford.

Whitney e Robin no filme em momento descontraído/ Imagem: Reprodução
E o contraste entre seu brilho e o caos do seu cansaço fica evidente em pausas como a conversa com Clive Davis em que diz: “Toda mulher negra é exausta”. Entre erros e acertos, o casamento com Bobby Brown, seu adoecimento, ela estava certa em sentir isso. Esteve num lugar em que não era suficiente para a comunidade negra por ter “músicas brancas demais” e nem para a massa branca, já que o racismo impera em todas as esferas da sociedade, mesmo sendo uma milionária.
O filme foca em ascensão, fala sobre declínio e o fim trágico. Só que mais importante que isso era a potência dessa mulher, é nela gloriosa que se voltam as câmeras. Tem sido chamado de pot – pourri da cantora, porque passa pelos momentos musicais, mas não se aprofunda em dramas. A Rotten Tomatoes descreveu que o sentimento ao assistir é como se “estivesse no palco com Whitney Houston, mas não conseguiu dançar com ela.” Mas sejamos honestos, quem conseguiu acompanhar à altura essa mulher meteórica? Ninguém jamais a alcançará.








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