Por Rafaela Lohana

Há tempos, existe um lado da juventude que é associado aos estereótipos da preguiça, do mimo e egocentrismo. Por isso, o debate provocado nos últimos tempos sobre a relação das novas gerações com o trabalho e a formação de planos para um futuro, tem sido tão comum.
No entanto, será que realmente existe uma geração de “fracos” crescendo pelo mundo? Ao observar as interações dos nascidos nas décadas de 1940 a 1980, os chamados baby boomers e geração X, com as outras gerações (Y e Z), descobrimos que o parâmetro do que pode ser considerado uma fraqueza é subjetivo e depende do contexto.
A projeção do “eu atual” sobre o “eu do passado” faz com que os mais velhos tenham um padrão desatualizado da realidade, ignorando as décadas de avanço e as novas referências. Para eles, sacrifícios e resiliência, mesmo que estejam fazendo algo que não desejam, são considerados sinais de força e sucesso.
Gerações no ambiente de trabalho: compreendendo diferenças e conexões
Isso não é brincadeira! O mercado de trabalho está aí para comprovar que esse embate é real. O desejo por estabilidade, segurança e reconhecimento por mérito pode entrar em conflito com a vontade da geração X de equilibrar a vida pessoal e profissional.
Temos, na prática, novas gerações que demonstram facilidade em exercer diversas funções, com ambições e um desejo rápido de crescimento financeiro (olá, tiktokers!). Além disso, buscam por um trabalho plural e flexível, sem medo!
Elas não querem se prender a uma única atividade. Não é que não aguentem 8 horas de trabalho com CLT, mas acreditam que as horas estão diretamente relacionadas à produtividade. Isso nos leva a pesquisas já implementadas em algumas empresas no Brasil, como a semana de trabalho de quatro dias ou a redução da jornada para 6h. Além disso, temos o aumento dos profissionais freelancers e do trabalho em home office.
O que aprendemos com essas gerações?
A resposta está no individualismo. A grande mudança que as novas gerações estão provocando é a priorização do “eu”. E é isso que o mercado de trabalho terá que enfrentar e se adaptar daqui para frente.
O crescimento de criadores de conteúdo, a multiplicação de vozes e a ênfase na saúde mental são direções em que essa juventude tem se movido, especialmente as mulheres. É uma geração que busca um verdadeiro encontro com a felicidade, que fortalece laços interpessoais e respeita seus próprios limites.
O que vocês acham disso? Conta aqui nos comentários.








Deixe um comentário