Por: Rafaela Lohana

Já ouviu falar no conceito “contracolonização”? É a base para o último livro de Antônio Bispo, intelectual e ativista negro, que faleceu esta semana (3) e deixando uma gama de pensamentos que revelam saberes culturais da terra e do pensamento quilombola.
E nós separamos 3 motivos para você colocar “A terra dá, a terra quer” na sua listinha de desejos para 2024. Vem ver!
1. NÊGO BISPO REPRESENTA UM FUTURO QUE OLHA PRO MUNDO
Antônio Bispo traz palavras ‘germinantes’ com um tom que nos provoca a pensar em novos modos de viver e habitar a terra. Era um dos maiores líderes da luta quilombola do país. Dizia que “quando você compartilha o saber, o saber só cresce” e ele fez isso por anos. Falava sobre produção alimentícia, cultura e mercadoria. O modo como Nêgo Bispo se relacionava com o mundo, pode ter sido o mais próximo do que queremos com um mundo cada vez mais sustentável.

2. ORALIDADE REGISTRADA
Bispo denuncia a cosmofobia – o medo do cosmos que funda o mundo urbano eurocristão monoteísta – a partir das suas vivências na Caatinga brasileira. Pensa favela, agronegócio, cidades, arquitetura. É o registro de saberes que, por muitas vezes, foram passados de geração em geração em forma de histórias orais.
3. COMEÇO, MEIO, COMEÇO
O livro permeia por ancestralidade, lugar e conceito que Bispo dizia ser “agora”, é passada de um para outro, e só se mantém viva desse modo. Por isso, a força do saber ancestral é circular, não tem fim; apenas começo, meio, começo.








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