O poder das baddies na cena cultural

Por: Rafaela Lohana

Imagem: Reprodução/Divulgação

A ascensão do Rap Feminino tem sido construída pelo tripé: autoestima, beleza e a realização de  sonhos. 

Mulheres, majoritariamente pretas, têm cantado sobre as suas vaidades, diferentes estéticas, raízes, necessidades e, claro, inteligência!

O estilo baddie é mais que vestuário; ele revela ousadia e confiança, abraça a individualidade de cada uma das vozes e mostra ao mundo quem elas realmente são, sem medo de quebrar regras. 

Combinando sofisticação com o street, elas apresentam uma nova roupagem dos anos 1990, com laces, unhas decoradas e pedrarias. Além disso, suas letras revelam os sonhos de cada uma, rimando sobre egotrip, ascensão financeira e liberdade sexual.

Bora conhecer quem está transformando a cena com suas ‘escrevivências’?

N.I.N.A

Imagem: Reprodução/Facebook

Sexualidade, egotrip e vivência são temas que giram em torno das letras de NINA, uma das artistas da cena do GRIME e DRILL. A ostentação aparece como resposta ao avanço de políticas públicas, alterando a percepção da representatividade do povo preto, periférico e do próprio Hip Hop.

Duquesa

Imagem: Tizi Salati

Baiana, dona de faixas que vão do R&B ao Trap, hoje é uma das artistas da Boogie Naipe, produtora dos Racionais Mc ‘s.  Trazendo vivências dela mesma e de outras pessoas, seu último álbum Taurus, Volume 2, é sobre autoestima, e passa longe da angústia que ela arrisca em descrever “como a mulher branca me olhando feio na loja”.

Cristal

Imagem: Reprodução/Internet

Aos 15 anos ela declamou a primeira poesia publicamente e se tornou campeã regional da modalidade. Suas primeiras músicas dizem muito sobre o que via no exterior. Hoje, aos 20 e poucos anos, em Quartzo, fala sobre questões pessoais e, principalmente, sobre amor, percebendo o impacto do machismo no cotidiano da família, já que foi criada por mãe e avó.

Que as próximas gerações surjam ainda mais potentes a partir do que essas mulheres estão produzindo! Corre pra ouvir 🙂

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